Telegram é obrigado a fornecer dados dos usuários ao governo russo

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A Suprema Corte da Rússia decidiu nesta terça-feira, que o popular aplicativo de mensagens Telegram deve fornecer as chaves de criptografia aos serviços de segurança do país, para que possam ler os dados de mensagens dos usuários, informaram as agências.

O supervisor de vigilância da mídia, Roskomnadzor, pediu ao Telegram que “forneça ao FSB as informações necessárias para decodificar mensagens eletrônicas recebidas, transmitidas ou enviadas” dentro de 15 dias.

O Telegram havia recorrido contra uma decisão anterior de que deveria compartilhar essa informação, mas o apelo foi rejeitado. Caso não forneça as informações solicitadas, o Telegram poderá ser bloqueado na Rússia.

O aplicativo gratuito de mensagens instantâneas, que permite que as pessoas troquem mensagens, fotos e vídeos em grupos de até 5.000 pessoas*, atraiu mais de 100 milhões** de usuários desde o seu lançamento em 2013.

O fundador do Telegram, o exilado russo Pavel Durov, disse em setembro de 2017 que o FSB exigiu o acesso aos dados sigilosos do serviço. Como o Telegram não forneceu as chaves de criptografia, o FSB lançou uma denúncia formal contra a empresa.

Durov escreveu no ano passado que as exigências do FSB são “tecnicamente impossíveis de realizar” e violam a Constituição russa que autoriza os cidadãos à privacidade da correspondência.

A decisão dessa terça-feira é o mais recente movimento em uma disputa entre o Telegram e as autoridades russas, enquanto Moscou tenta aumentar a vigilância das atividades na Internet.

Em junho passado, o órgão regulador das comunicações da Rússia ameaçou proibir o aplicativo por não fornecer documentos de registro. Embora o Telegram tenha se registrado mais tarde, não conseguiu concordar com suas demandas de armazenamento de dados, pois, as empresas, no ato do registro, devem fornecer ao FSB informações sobre interações do usuário.

A partir deste ano, eles também devem armazenar todos os dados dos usuários russos dentro do país, de acordo com a controversa legislação antiterrorista aprovada em 2016, que foi criticada pelas empresas de internet e pela oposição.

Fonte: phys.org

*O Telegram atualmente suporta grupos com até 10.000 usuários.
** Estima-se que o número de usuários do Telegram, em Março de 2018, seja de aproximadamente 200 milhões.

 

Sobre o Autor

Estudante de Administração, editor do site devocionais.org, colaborador do portaltelezap.com.br e administrador dos canais @aprendendoingles e @telezap no Telegram.

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